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TEATRO MUNICIPAL DE VALENÇA:Persistir, recuperar, ocupar!

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Essa segunda semana de junho de 2016, vai ser uma semana histórica para Valença e para os seus artistas e ativistas culturais como eu que me encaixo em todas as posições de lutas para ver devolvida à arte o Teatro Municipal de Valença. Pois ele está voltando para nós de verdade. A recuperação e ocupação do Teatro Municipal de Valença, não é uma luta jovem, já tem cerca de trinta anos, mas a luta mais teimosa, pública e de conhecimento nacional é dessa atriz e historiadora que ora escreve. Após dez anos de discussões em Valença e pelo Brasil em defesa desse patrimônio histórico e artístico, pela sua recuperação e manutenção, eis que surge uma luz no meio do túnel. O teatro está sendo devolvido à cultura. Nesse tempo de buscas a fila foi aumentando, os artistas mais jovens foram se juntando à luta os mais experientes apoiando mais uma vez, o poder público prometendo e nada sendo cumprido.   Todavia, não desistimos de lutar, continuamos gritando aos quatro ventos e chamando...

O ESPORTE EDUCA, VIVA VALENÇA!

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“O esporte educa, viva valença !”   disse a professora de ginástica rítmica Gilcélia Almeida   após acender o fogo da pira símbolica na Pra ça da Bandeira em Valença-Bahia. Tudo começou quando a prefeita  resolveu se candidatar   a receber o fogo olímpico na cidade, foram muitos dias de trabalho, as pessoas se inscrevendo para conduzir a tocha olímpica e a expectativa dos moradores de ver pela primeira e única vez, um fogo sagrado trazido da cidade de Olímpia na Grécia, ou melhor dizendo, um fogo   legitimamente grego. Isso é muita coisa para quem está acostumado a ver atletas importantes transportando o fogo sagrado e da paz, em volta do mundo, pela televisão de quatro em quatro anos. Fogo este que ilumina e garante simbolicamente a paz enquanto duram os jogos olímpicos. Na Grécia antiga, mais precisamente na cidade de Olímpia foi registrada pela primeira vez, no ano 776 a. C a realização de uma competição com   participação de várias cidades-Es...

O RETROCESSO BRASILEIRO

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Nesse momento estou com a alma chorando. Sabe o que é você passar grande parte de sua vida sem direito a nada, vendo todos os seguimentos de seu país acoplados, onde não se faz nada por inteiro e você não sabe aonde se encaixa   para lado algum? Eu cresci nesse país Brasil, nestas condições até 1985. Depois disso um período de transição e algumas parcas transformações, direcionadas à elite, enquanto as minorias continuavam abandonadas em todos os sentidos. A CULTURA estava sempre atrelada ao esporte,   lazer e educação. Um dia chegou um humano à presidência e transformou o Brasil. Deu vez ao pobre, categoria ao qual me encaixo, abriu muitas possibilidades para o desenvolvimento humano e individualizou cada Ministério para que estes tivessem autonomia e pudessem atender a cada classe pertencente. Artistas, atletas e educadores foram as ruas em busca de seus reconhecimentos individuais e do direcionamento de verbas essenciais para cada grupo cultural. Um artista...

SEIVA: o teatro na praça, diversão e arte ao alcance de todos.

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Mês de abril foi a vez de teatralizar na Praça da República. O projeto SEIVA comandado pelo Professor Erashto Felício e sua equipe de coordenação Isabella Britto, Janete Vomeri, Luz Andrea e Rafique Nascimento, trouxeram espetáculos infanto juvenis para a Praça da República colocando nesta, entre os dias 21 e 22, cerca de 700 pessoas para assistirem as atrações de rua. Na sexta feira a performance, “O baú de memórias” de Jamile Menezes com a boneca Zamíllia abriu a agenda e lotou a Praça com crianças e adultos para ouvirem estórias infantis e dançarem ciranda na Praça. Eu deixei de lado minha longa idade e me joguei com a criançada a brincar de roda e cantar ciranda.  Quando olhei para os lados, vi tanta gente grande como eu na roda! Naquele momento lembrei da minha infância e  continuei a brincar, me diverti e ajudei as crianças que só conhecem os desenhos animados na tv, a entender a brincadeira. Elas tatearam um pouquinho mas logo estavam fazendo tudo. A noite f...

FLORESTA DEBAIXO DO MAR: o que é a verdade para o ser humano?

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  O espetáculo “Floresta debaixo do mar”, escrito para homenagear o ator suicida Patrick Deware e de autoria da dramaturga grega Chrisitna Kiryazidi, passou por Valença dando oportunidade aos espectadores locais de assistir ao trabalho de muita qualidade e de cunho cultural histórico por se tratar de uma especie de biografia noir de um ator francês cheio de altos e baixos o qual   acabou dando fim a própria vida sem que ninguem descobrissse jamais o real motivo do desatino. O espetáculo “Floresta debaixo do mar” é um trabalho feito com um olhar pós dramático, utilizando-se de   performances variadas, como narrativas, cinema, repetição textual e   pausas dramáticas que enriquecem a discussão de um tema tão profundo que é a escuridão do ser humano na busca da resolução de seus problemas mais íntimos e que às vezes o leva desfechos fatais como aconteceu com Patric Deware em 1982 na França. No texto de Chrisitna Kiryazidi se observa uma reflexão sobre ...

ZÉ LEZIN EM VALENÇA, SUCESSO DE PÚBLICO

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O Zé Lezin chegou em Valença lotou a AABB e fez o povo rir pra caramba! De vez em quando é bom ter um espetáculo com artista de nome conhecido nacionalmente, até quem está meio preguiçoso, querendo ficar em casa se anima   e vai para a galera, o humor relaxa os ânimos e ninguém quer perder uma boa atração na cidade? O Zé Lezin faz stand up comedy e com sua larga experiência mantém o público sorrindo o tempo inteiro. E eu me preparei para vê-lo com um figurino bastante inusitado. Fazia um   calor terrível e eu coloquei uma calça leggin e um vestido por cima, parecia uma muçulmana escondendo as pernas. Houve quem dissesse “hum, você está parecida com uma indiana”. Ah quem dera, as indianas são tão elegantes, e as muçulmanas recatadas, acho que não me enquadro nessa última classificação, afinal um pouquinho de deboche e acidez não faz mal a ninguém. Mas, a figura interessante no show era o Zé Lezin e não eu! Ao chegar na AABB, quase não encontrei cadeira para sentar ent...

Wagner Barreto "DISPAROU" e levou o The Voice Kids 1ª edição

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“Prepare o seu coração, pras coisas que eu vou contar, eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar”. (Disparada -   Geraldo Vandré e Théo de Barros). Essa linda canção deu ao Jair Rodrigues, então estreante para o grande público brasileiro em 1966, no festival de musica popular brasileira da   tv Record, o título de melhor cantor e consequentemente a canção vencedora. Música genuinamente brasileira, falando em parábolas sobre o comportamento do povo em tempos de Ditadura Militar. Na letra dessa canção tem um alento que mostra bem o Brasil e o povo diante das dificuldades de se expressar perante a manipulação e dureza das Forças Armadas na Época. Nada estranho para a atualidade. Hoje, cinquenta anos depois um guri que chegou à primeira edição The Voice Kids totalmente desconhecido pela maioria absoluta dos brasileiros sobe num palco e repete o feito do Jair Rodrigues. Wagner Barreto cantou “Disparada” magistralmente, me de...